segunda-feira, 14 de novembro de 2016

COP22 quer tirar do papel o Acordo de Paris, que limita aumento da temperatura

  • 07/11/2016 06h28
  • Rio de Janeiro
Flávia Villela - Repórter da Agência Brasil
Poluição
COP22, em Marrakesh (Marrocos), quer tirar do papel o Acordo de Paris que limita o aumento da temperatura do planeta -Arquivo/Agência Brasil
A 22ª edição da Conferência das Nações Unidas (ONU) sobre mudanças climáticas (COP22) que começa hoje (7) em Marrakesh, Marrocos, precisará sair do plano das boas intenções e tirar do papel o Acordo de Paris, se o mundo realmente quiser limitar o aumento da temperatura do planeta em até 2ºC em relação aos níveis pré-industriais.
Ambientalistas e entidades do setor ressaltam a importância simbólica e política para o mundo da COP21 na capital francesa, quando todos os 195 países-membros da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovaram o acordo, depois de 20 anos de negociações desde a primeira conferência. O desafio agora é conseguir consenso sobre as regras.
O secretário executivo do Observatório do Clima, Carlos Hittl, ressaltou que uma questão relevante é garantir que as metas de redução de emissões, que são estabelecidas domesticamente, sejam reais e não números fictícios para venda de créditos.
“A COP de Paris foi o ponto de partida. A COP de Marrakesh tem por missão começar a implementar o Acordo de Paris, definir as regras e procedimentos, financiamentos, mecanismos de monitoramento e fiscalização efetivos, com transparência”. Em 2023 está previsto o primeiro balanço da aplicação das promessas. O pacto entrou em vigor na semana passada, depois de ter sido alcançado o quórum suficiente de países que ratificaram o acordo, entre eles o Brasil.
De acordo com o secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Everton Lucero, o principal objetivo do Brasil nesta conferência será atrair investimentos para setores alinhados com as metas de redução de carbono, como os de agricultura de baixo carbono, de reflorestamento e recuperação e de energias renováveis. “Vamos buscar parcerias e cooperação internacionais que apoiem nossa estratégia”, disse ele. “O mercado não vai resolver o problema, mas vai facilitar a implementação das metas”.
Outro ponto fundamental é a ajuda aos países mais pobres para que consigam implementar políticas de redução de desmatamento e poluição. Ficou acordado que entre 2025 e 2030 seria mantido um Fundo Climático com US$100 bilhões por ano para financiar projetos sustentáveis. “É necessário que se avance em como esse montante de dinheiro será assegurado, como os países mais ricos vão dar esse aporte. Precisamos ter até 2020 dez vezes desse montante por ano”.
Para a presidente do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC), Suzana Kahn, tanto essa conferência quanto as de 2017 e 2018 serão mais burocráticas. “Por exemplo, é preciso uniformizar o método de monitoramento de reduções de carbono, pois cada país colocou sua proposta, com ano base diferente, soma diferente. O mesmo vale para o monitoramento do fluxo de capitais para financiamento, que tem que ser transparente”, afirmou. “Para evitar que muitos países que precisam contribuir para o fundo coloquem na conta ajudas humanitárias que já costumam fazer”.
O diretor executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), André Guimarães, também concorda que são muitas questões e centenas de interesses nacionais distintos, mas que a situação do planeta exige pressa. “Temos menos tempo e mais trabalho a ser feito. Este momento mais crítico exige um compromisso e um esforço da humanidade muito maior do que foi feito até agora e teremos que ser mais criativos também”, comentou. “Já estamos vendo uma série de ventos climáticos extremos, empresas já estão preocupadas, pois áreas de produção agrícolas hoje estão sofrendo com a falta de chuva, ilhas do Pacífico já começaram a perder território. Precisamos ser mais proativos”.
Brasil
O Brasil ratificou em setembro o acordo, e os objetivos da Contribuição Nacionalmente Determinada (INDC) agora são lei, com a aprovação do texto pelo Congresso Nacional. O país se compromete no documento a reduzir 37% nas emissões de CO² até 2025 em relação aos níveis de 2005 e 43% até 2030. Outras metas brasileiras são aumentar a participação de bioenergia sustentável na matriz energética para aproximadamente 18%, restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de florestas, bem como aumentar em 45% a participação de energias renováveis na composição da matriz energética até 2030.
O Ministério do Meio Ambiente chegou a anunciar em setembro que apresentaria um rascunho do plano de implementação na COP22, mas voltou atrás. Segundo Lucero, o rascunho será apresentado no final de novembro e discutido com a sociedade ao longo do primeiro semestre do ano que vem. O processo de consultas será concluído em junho, e o documento final deve estar pronto em julho.
“Queremos que a estratégia tenha a contribuição dos ministérios de Minas e Energia, da Agricultura e do Planejamento e da Fazenda, por isso precisamos dar tempo a eles para que possam reagir e contribuir”, afirmou. “A partir da divulgação do rascunho, teremos diálogos estruturados com os setores econômicos relevantes, de acordo com nosso perfil de emissões, pela internet e em reuniões e seminários com cada setor”, acrescentou Lucero.
Além do Brasil, 61 países já ratificaram o texto, incluindo os maiores poluidores do planeta: os Estados Unidos e a China. De acordo com a conta oficial de emissões da Convenção do Clima, o Brasil responde por cerca de 2,5% de todas as emissões do planeta, que o deixa entre os dez maiores poluidores do mundo, embora bem atrás da China (responsável por cerca de 20% das emissões) e dos Estados Unidos (17,89%).
Edição: Graça Adjuto

sábado, 1 de outubro de 2016

Gases do efeito estufa


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Os gases de efeito de estufa (português europeu) ou gases do efeito estufa (português brasileiro) (GEE) são substâncias gasosas que absorvem parte da radiação infra-vermelha, emitida principalmente pela superfície terrestre, e dificultam seu escape para o espaço. Isso impede que ocorra uma perda demasiada de calor para o espaço, mantendo aTerra aquecida. O efeito estufa é um fenómeno natural. Esse fenómeno acontece desde a formação da Terra e é necessário para a manutenção da vida no planeta, pois sem ele a temperatura média da Terra seria 33 °C mais baixa impossibilitando a vida no planeta, tal como conhecemos hoje. O aumento dos gases estufa na atmosfera têm potencializado esse fenómeno natural, causando um aumento da temperatura (fenómeno denominado mudança climática).
Concentração na atmosfera (ppm) dos cinco gases responsáveis por 97% do efeito estufa antropogênico (período 1976-2003).
atmosfera é uma camada que envolve o planeta, constituída de vários gases. Os principais são o Nitrogênio (N2) e o Oxigênio (O2) que, juntos, compõem cerca de 99% da atmosfera. Alguns outros gases encontram-se presentes em pequenas quantidades, incluindo os conhecidos como gases de efeito estufa (GEE). Dentre estes gases, estão odióxido de carbono (CO2), o metano (CH4), o óxido nitroso (N2O), Perfluorcarbonetos (PFC's ) e também o vapor de água.
Nos últimos 100 anos, devido a um progressivo aumento na concentração dos gases de efeito estufa, a temperatura global do planeta tem crescido, o que tem sido provocado, entre outros, pelas atividades humanas que emitem esses gases, tais como a atividade pecuária, que é responsável por 51% das emissões de gases do efeito estufa. A potencialização do efeito estufa pode resultar em conseqüências sérias para a vida na Terra no futuro próximo.
Ecólogos sugerem que o aquecimento global deve alterar o clima a uma velocidade maior que a capacidade de adaptação dos organismos. O efeito pode ser devastador para a biodiversidade e ecossistemas do mundo inteiro (RICKLEFS, 1996; ROMANINI, 2003). Outros cientistas questionam essa hipótese e acreditam que as conseqüências do aumento de CO2 na atmosfera levaria a uma maior produção vegetal, particularmente nas regiões onde o clima e os nutrientes do solo não são fatores limitantes para a fotossíntese (RICKLEFS, 1996). Nesse contexto, a atenção dos cientistas tem sido direcionada às florestas tropicais, por serem possíveis sumidouros naturais de CO2. Dentre as florestas tropicais, a Floresta Amazônica destaca-se por ser a maior floresta tropical do mundo.
Entre os gases do efeito estufa que estão aumentando de concentração o (CO2), o CH4 e o N2O são os mais importantes. Os CFC's também têm a capacidade de reter a radiação infravermelha emitida pela Terra. Contudo, as ações para diminuir suas emissões estão num estágio bem mais avançado, quando comparado com as emissões dos outros gases.
Historicamente, os países industrializados têm sido responsáveis pela maior parte das emissões globais de gases de efeito estufa. Contudo, na atualidade, vários países em desenvolvimento, entre eles China, Índia e Brasil, também se encontram entre os grandes emissores. No entanto, numa base per capita, os países em desenvolvimento continuam tendo emissões consideravelmente mais baixas do que os países industrializados. Na fonte da emissão também pode se observar um padrão global. Enquanto a maior parte das emissões decorrentes da queima de combustíveis fósseis (75% das emissões globais de CO2) provém dos países industrializados, as emissões decorrentes das mudanças no uso da terra (25% das emissões globais de CO2) tem como seus maiores responsáveis os países em desenvolvimento.
Mecanismo de redução das emissões de gases do efeito estufa (GEE) como o sequestro de carbono estão sendo feitos no contexto do mercado de carbono (estabelecido peloProtocolo de Quioto e por outros acordos).

Gases do efeito estufa e o Protocolo de Kyoto[editar | editar código-fonte]

Protocolo de Quioto determina sete gases cujas emissões devem ser reduzidas:
Postado por Carlos PAIM

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Erosão causa danos em cano e moradores reclamação da situação


No bairro Chácara dos Poderes, uma erosão próxima a um cano de água tem causado dor de cabeça aos moradores locais. Sempre que chove forte a terra escorre e o cano quebra. Nesta semana a situação aconteceu e foi consertada pela concessionária de água, mas ontem o problema voltou.
A situação é que a  água limpa jorra no meio da terra, em um local onde há erosão provocada pela chuva. “Como os canos estão soltos a pressão da água quebra o cano”, explica um morador que preferiu não de identificar.
Além de chamar a atenção para o desperdício, o morador reclama de ter que arcar com a conta de água. “Me preocupo porque é água que poderia ser consumida. Deveriam consertar a erosão e reforçar os canos para que não volta a acontecer”, acrescenta o morador.
A Águas Guariroba afirma que enviou uma equipe ao local na noite de ontem e os funcionários foram orientados a reforçar o conserto para que não volte a vazar, mas a assessoria acrescentou que é necessário um reparo na erosão para minimizar os riscos, algo que não é de responsabilidade da concessionária.
Direto das Ruas - A sugestão acima foi feita por leitor, via aplicativo WhatsApp pelo canal Direto das Ruas, um meio de interação entre a redação e o leitor, por onde podem ser enviados flagrantes, sugestões de matérias, notícias, fotos, áudios e vídeos. Seja um colaborador pelo número (67) 9687-7598.
CampoGrandeNews

Postado por: Ygor I. Mendes

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Grupo CCR reduz emissão de Gases do Efeito Estufa

A redução dos Gases do Efeito Estufa é assunto sério para o Grupo CCR. Em 2015, a companhia diminuiu em 8% suas emissões, três pontos percentuais acima da meta estabelecida de 5% no comparativo com o ano base de 2012. Essa redução foi conquistada por meio de otimização de processos internos como troca de lâmpadas para redução de consumo de energia.

E qual a importância de reduzir as emissões de GEEs? Para diminuir o impacto do aquecimento global, fenômeno que designa o aumento das temperaturas médias do planeta ao longo dos últimos tempos, principalmente causado pelas práticas humanas realizadas de maneira não sustentável, afeta todo o planeta e intensifica o efeito estufa, o que resulta em maior intensidade no calor da Terra.

As causas do aquecimento são diversas: poluição, queimadas e desmatamentos. As consequências dessas ações são inúmeras como o degelo das regiões polares, o derretimento acelerado dessas áreas, o aumento das temperaturas, que pode levar à extinção de muitas espécies, além de influenciar na disponibilidade de água em várias partes do planeta, devido à ocorrência mais prolongada de períodos de secas.

E para 2016, o Grupo CCR mantém a meta e o objetivo de seguir com a mesma estratégia, aliando esforços e ações para promoção de redução das emissões de GEE internamente, bem como compensar suas emissões por meio da aquisição de créditos de carbono de projetos regulados.
 
E você sabe como pode fazer sua parte e colaborar com o meio ambiente e na redução do efeito estufa e consequentemente do Aquecimento Global?  Com atitudes simples:

•    Troque o carro por caminhadas, pedaladas, ou faça parte de um grupo de transporte solidário.
•    Recicle corretamente os resíduos sólidos da sua casa e do local de trabalho. Ao reciclar metade do lixo produzido em uma residência no período de um ano, a redução da emissão de gás carbônico é de uma tonelada.
•    Evite o consumo de produtos que contam com muitas embalagens. Cada pessoa pode economizar mais de meia tonelada de dióxido de carbono se reduzir o lixo produzido em 10%.
•    Sabe aqueles pratos congelados? Evite comprá-los, pois a produção de comida congelada consume 10 vezes mais energia do que a comida fresca.
•    Deixe de lado o hábito de manter os equipamentos em stand by. Quando não estiverem em uso, desligue-os.
•    Reutilize produtos e embalagens. Aproveite os refis oferecidos por muitos produtos e ao invés de comprar algo novo, tente consertar o quebrado, transformar ou reutilizar.
•    Acelere o tempo do banho, com isso você vai economizar água e energia/gás do aquecimento.
•    Consuma apenas o necessário. Reflita sobre suas reais necessidades de compra e procure viver com menos. Escolha produtos que usam menos energia elétrica e que tenham redução de poluição nos processos de manufatura.

Postado por: Ygor I. Mendes

sábado, 7 de novembro de 2015



  • 1% das árvores da Amazônia captura metade do carbono da região

     
    • Bruno Kelly/Reuters
      Amazônia abriga 17% do carbono estocado pela vegetação do planeta
      Amazônia abriga 17% do carbono estocado pela vegetação do planeta

    Metade do carbono que árvores amazônicas capturam da atmosfera é aprisionada por apenas 1% das espécies da floresta, segundo um estudo científico internacional.





    Bruno Kelly/Reuters
    Amazônia abriga 17% do carbono estocado pela vegetação do planeta
    Amazônia abriga 17% do carbono estocado pela vegetação do planeta
Metade do carbono que árvores amazônicas capturam da atmosfera é aprisionada por apenas 1% das espécies da floresta, segundo um estudo científico internacional.
A Amazônia abriga cerca de 16 mil espécies de árvores, mas apenas 182 dominam o processo de captura de gases que causam o efeito estufa, de acordo com a pesquisa, publicada na revista Nature Communications.
Com 5,3 milhões de quilômetros quadrados, o ecossistema é a maior floresta tropical do mundo e essencial para o ciclo de sequestro de carbono do planeta: responde por cerca de 14% do carbono assimilado por fotossíntese e abriga 17% de todo o carbono estocado em vegetação em todo o planeta.
"Considerando que a Amazônia é tão importante para o ciclo de carbono e armazena tanto da biomassa do planeta, calcular exatamente quanto carbono é armazenado e produzido é importante para entender o que pode acontecer no futuro sob condições ambientais diferentes", disse a coautora do estudo, Sophie Fauset, da Universidade de Leeds, no Reino Unido.
O novo estudo toma como base as conclusões de uma outra pesquisa, de outubro de 2013, que encontrou 227 espécies "hiperdominantes" que respondem por metade dos 390 bilhões de árvores amazônicas.
Dentro desse universo, árvores de grande porte, que contêm mais biomassa e portanto mais carbono, são mais influentes no ciclo, diz a pesquisadora.
"E como as árvores são organismos que vivem por muito tempo, isto significa que o carbono é removido da atmosfera por décadas, se não séculos."

Mudanças

Apesar dessa dinâmica, a cientista alertou contra a tentação de estimular a multiplicação das 182 espécies identificadas de plantas, na tentativa de capturar mais carbono da atmosfera.
"Embora tenhamos um número pequeno de espécies exercendo uma influência desproporcional no ciclo de carbono, isto é apenas o que conseguimos medir hoje", disse Fauset.
"Dada a quantidade de mudanças que estão ocorrendo nas regiões tropicais, em termos de clima e uso do solo, no futuro espécies diferentes podem se tornar mais importantes."
Em um estudo anterior, Fauset e uma equipe de cientistas perceberam que a capacidade de armazenamento de carbono de florestas no Oeste da África aumentaram apesar de uma seca de 40 anos na região.
O estudo sugeriu que o incremento da biomassa capaz de armazenar carbono nessas florestas resultou de mudanças na composição das espécies: a seca prolongada havia beneficiado espécies que conseguiam viver nessas condições.

Emissões ignoradas

Outro estudo, publicado na terça-feira, sugeriu que as emissões globais de carbono da floresta podem estar sendo subestimadas, pois os cálculos não levariam em conta árvores mortas logo após o desmatamento.
O dióxido de carbono é liberado por essa vegetação durante o processo de decomposição. O estudo foi feito em Bornéu e publicado na revista científica Environmental Research Letters.
A perda de floresta contribui por até 30% das emissões de gases que causam o efeito estufa causadas pela atividade humana, rivalizando com o setor de transporte.
No Brasil, 61% das emissões são resultantes de mudanças de uso do solo e desmatamento, segundo a ONG Institude de Pesquisa Ambiental da Amazônia.

O país está entre os cinco maiores emissores mundiais de gases de efeito estufa, de acordo com a organização.
Aproximadamente 17% da floresta - uma área equivalente ao território da França ou quase duas vezes ao do Estado do Maranhão - já foram convertidos para outras atividades de uso do solo.
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Pesquisa revela árvores mais comuns na floresta amazônica9 fotos

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Vista da floresta amazônica na Guiana Francesa revela três espécies de árvores mais dominantes da região, como a "Symphonia globulifera", a "Euterpe edulis", a palmeira que tem folhagem em formato de estrela, e a "Mauritia flexuosa", que tem folhas mais largas em forma de leque Leia mais Daniel Sabatier

Veja também


Outubro registra 50 mil focos de incêndios no país, maior número em 13 anos

Carlos Madeiro
Colaboração para o UOL, em Maceió
  • Marizilda Cruppe / Greenpeace
Outubro foi o mês com maior número de registros de focos de incêndio no país desde 2002, com 50.004 casos. Os dados são do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), que apontam um número 56% maior que a média de incêndios para os meses de outubro, que é em 32 mil casos.
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As estatísticas do Inpe são feitas desde junho de 1998, e desde lá esse foi o segundo outubro com mais queimadas já registrado. Em 2002, foram 52.073 casos computados.
O ano de 2015 também tem sido marcado por uma grande quantidade de focos de incêndio no Brasil, alavancadas pelo calor e tempo seco. Tanto que o número de ocorrências registradas até a manhã de quinta-feira (5) já chegava 192.443 casos, mais que o total de 2014 (184.779 focos) e de 2013 (115.220). O mês de setembro registrou o maior índice do ano, com média de 100 focos por hora --maior média desde 2010.
No país, o Estado com maior número de focos é o Pará, com 29,6 mil casos registrados este ano. O Mato Grosso vem logo atrás com 29,4 mil focos, seguido por Maranhão (22,3 mil), Tocantins (16,3 mil) e Bahia (15,4 mil).

Amazônia lidera

O bioma mais afetado pelo fogo é a Amazônia, que registrou 45,2% de todos os incêndios do país –87 mil casos. Já o Cerrado respondeu por 39% dos focos. Mata Atlântica (7%), Caatinga (6,1%) e Pantanal (2,2%) fecham a lista dos mais afetados.
Segundo o coordenador de monitoramento por satélite das queimadas e incêndios do Inpe, Alberto Setzer, os números "falam por si mesmos". "Se está havendo mais incêndios é porque o homem está usando mais fogo na vegetação, os satélites mostram isso com clareza. E o clima seco favorece a propagação do fogo", afirmou.
Para Setzer, a tendência é que o número de focos caiam a partir de agora com a chegada do período chuvoso, especialmente no Cerrado e na Amazônia. "Isso já deve ser sentido este mês, como ocorre nesse período todos os anos. A tendencia é de queda", contou.

Reforço no combate

Segundo o chefe do Prevfogo (Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais do Instituto Nacional do Meio Ambiente e Recursos Renováveis - Ibama), Gabriel Constantino Zachariaso, a quantidade de focos obrigou o órgão a contratar mais 1.413 brigadistas.
"Além disso, foi criada mais uma brigada especializada, no Tocantins. Agora são sete brigadas especializadas que podem ser prontamente acionadas e deslocadas para qualquer parte do país", disse.
Um exemplo citado por ele foi a Operação Awa, na terra indígena Araboia, no interior do Maranhão.  Cinco brigadas diferentes combateram o fogo que devastou quase metade da área. O incêndio foi controlado no final de outubro, após dois meses de destruição.  "Esses grandes incêndios causam estragos por anos na região afetada. A vegetação demora anos para se restabelecer, e os animais, por consequência, também sofrem", explicou.
Entretanto, o chefe ressalta que os ecossistemas, em especial o Cerrado, têm grande poder de estabilidade e capacidade de se recuperar de um impacto. "O tempo que ele leva para se restabelecer vai depender do tipo do solo, do relevo, da disponibilidade de nutrientes e de extensão do período chuvoso e da não ocorrência de outros incêndios em anos vindouros", disse.
Para Zachariaso, o fenômeno "El Ninho" tem parcela importante de influência no crescimento do número de queimadas. "Mas também os crimes ambientais como desmatamento. Outro agravante é o uso do fogo como ferramenta de abertura de novas áreas, limpeza de pastagens e de áreas agricultáveis", explicou.

Ibama tenta controlar incêndio histórico em terras indígenas no Maranhão22 fotos

10 / 22
24.out.2015 - Um dos maiores incêndios florestais dentro de uma terra indígena já registrados no Brasil está consumindo um dos últimos remanescentes de floresta amazônica do Maranhão e ameaçando a sobrevivência de povos indígenas, incluindo grupos isolados. A Terra Indígena Arariboia, de 413 mil hectares, já teve mais de 45% de seu território dizimado pelo fogo, que chegou a ter 100 quilômetros de extensão. No local, vivem 12 mil Guajajaras e cerca de 80 índios isolados do povo Awá-Guajá. A imagem foi divulgada nesta quarta-feira (28) pelo Greenpeace Leia mais Marizilda Cruppe / Greenpeace

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

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